Sentei-me de novo no baloiço verde-limão.
Balancei durante horas, vagueando pela mente fora, há procura de respostas. Não sabia. Nas minha mãos escorregava uma garrafa de Vodka. Enquanto balançava, sentia o frieza do vidro gelado nas minhas mãos.
Olhei lá para dentro. Porque lá dentro, bem no fundo daquela garrafa, soava uma voz clara e delicada.
Ah, exclamei. Que mais poderia ser?
Mas continuei ali sentada a balançar. Apesar de já ter a resposta por que esperava à já muito tempo, continuei a balançar. Balancei, balancei, balancei.
De súbito, dei o último gole. Esperei. O sabor amargo e doce em simultâneo preencheram todos os meus sentidos. Aquela última gota já sabia a qualquer coisa: a resposta já não me parecia a mesma.
Ainda bem.
Vodka Limão