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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Just For You

Ora muito bem minha gente, este post vai ser realmente diferente do habitual. Estão à espera de textos dramáticos e por aí em diante, mas como o senhor Gaspar estava farto de ler posts meus todos suicidas e dramáticos e wtv que ele lhe queira chamar, decidi fazer este post só para ele. VÊS GASPAR ATÉ ÉS SEMI IMPORTANTE. (Olha que amor que eu sou)
Enfim, o mais importante já está dito, agora vem o corpo do texto.
Bem, acho que o Gaspar gosta de ouvir coisas bonitas para adormecer, e portanto decide ler os meus textos, mas pelos vistos são todos deprimentes, e ele em vez de ter sonhos azuis, tem sonhos pretos. Contudo, desta vez vai ter sonhos azuis e todas as coras, porque eu sou um amor, e escrevo-te isto.
O Gaspar é um querido, que gosta muito dos meus olhos, E DEVE-ME UNS QUANTOS BEIJINHOS, e ainda não me deu. Quando estiver contigo, vou-te dar cabo dessa LINDA CARA. Anyway, o post é concluido com uma ameaça.
Btw, Gaspar eu GOSTO muito de TIIIIII (L)

Vodka Morango

domingo, 25 de abril de 2010

Ponto final

Vontade, vontade de voltar a abrir a página que fechas-te, a página que me traz à memória todas aquelas recordações que ainda hoje me fazem chorar. São tantas coisas que gostava de te ter dito, mas que jamais o fiz, talvez por falta de tempo, talvez por cobardia.
Já gastas as palavras com o tempo que passou, já nada sairá com certeza. Gostava apenas de poder voltar a olhar-te, do mesmo modo que te olhei da primeira vez, um olhar tão inocente como envergonhado. Guardá-lo-ei sempre comigo.
Sinto falta, saudade, angústia, sinto, por vezes , uma tristeza inigualável, um turbilhão de emoções apoderam-se tão rapidamente de mim, que nem sei como consigo continuar este texto, como consigo pensar nisto. Realmente é um mistério, e deixa-me completamente louca, sem conseguir respirar, pois tantos acontecimentos estão a sufocar-me cada vez mais. Sabem, acho que já não me estou a conseguir expressar devidamente. Já mal vejo a folha de papel com as lágrimas que escorrem pela cara rumo ao chão. E a imaginação? Evaporou-se com todos estes sentimentos, com tudo isto. Serei eu capaz de concluir este pequeno texto, neste mísero pedaço de papel, já todo ele acabado? Já nem respostas tenho para as minhas ridículas perguntas. E agora, já vens chorar comigo? Já voltas para me dar um abraço e sentares-te a meu lado? Voltas de novo para mim? Sinceramente acho que nem isso és capaz de fazer, acho que nem depois de tudo voltas. Um dia espero que possa voltar a ver o teu sorriso, possa sentir o teu aroma suave, a tua leve respiração, olhar para os teus olhos e repetir infinitas vezes que são os mais bonitos que alguma vez vi. Espero poder tocar-te e sentir todas as tuas formas, sentir-te de novo em mim.
O choro continua, sem pausas, sem qualquer receio. Já é difícil poder pará-lo a meio da sua caminhada, pensando bem, quem é mais fácil de parar esta árdua caminhada, sou eu e não a lágrima, pois ela tem o direito de continuar a sua ínfima vida. Afinal quem acaba sou eu, aqui, neste pequeno e interminável texto. Valerá a pena continuar? Presumo que neste momento não. E acabei aqui, num choro infindável, de pequenas lamúrias. Sim, receio que vá dizer: até um dia.


Vodka Morango

sábado, 24 de abril de 2010

Fim da Viagem

(…) E o coração caído sobre a mesa, toda ela envelhecida com o tempo. Este estava todo em minúsculos pedaços, tentando ainda unir-se ou quem sabe voltar a palpitar, mas sem forças não havia qualquer outra solução, eram completamente incapazes de fazer o que quer que fosse. Morto, estava assim, por aquele amor que mais parecia veneno a apoderar-se daquele seu estado terminal.


Vodka Morango

domingo, 14 de março de 2010

Será desta vez que voltas?


Tenho esperança que, estando aqui sozinha, venhas sentar-te a meu lado e pintes o céu e o mar da mesma cor que eu os pinto.
Por enquanto, contemplo-os nesta solidão incomensurável em que me mergulhaste, mas ainda tenho um pequeno raio de esperança de que um dia voltes e me faças viver, como nos velhos tempos, em que aqueles olhares enternecedores valiam mais do que qualquer outra coisa no mundo. Sim, ainda estou sentada à tua espera, petrificada com o frio, e encharcada com a chuva, mas não sairei daqui até que voltes.
Espero que essa chegada não seja tão demorada como o tempo em que me deixaste aqui , desamparada.
Aguardarei todos os segundos da minha vida, com o doce mar a gelar-me ainda mais estes meus pés descalços.

vodka morango

sábado, 13 de março de 2010

#quote



Nothing lasts forever. So, live it up, drink it down, laugh it off, avoid the bull crap, and take chances. Never have regrets, because at one point everything you did was exactly what you wanted.

Vodka Limão

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Sombras e Espectros (Parte II)

"... Despedi-me de Ti, já não aguentava aquele choro compulsivo, tentei agarrar-me a ti, mas não foi possível. Pegas-te na minha mão, olhaste-me nos olhos tentas-te enxugar-me as lágrimas, e disseste que nunca me ias esquecer, para nunca te esquecer e beijaste-me! Foi o último beijo que obtive de quem amava mesmo. Senti o maior aperto no coração, que jamais sentira em tempo algum. Agarrei-me novamente a Ti, mas Tu não conseguis-te ver-me a desaparecer naquele imensa escuridão, decidis-te desaparecer primeiro, como havias aparecido, pelas sombrias ruas. Continuavam-me a levar para o abismo e eu nada podia fazer! Acabei por me deixar cair no precipício sem medo do que poderia vir, do que poderia acontecer! Encolhi-me e esperei pelo resultado, mas aquele abismo era maior do que o que eu imaginara, não tinha fim. Seria para me fazer sofrer mais do que já estavam a fazer? Já não tinha qualquer alternativa de saída, não tinha poderes para voar, tivera de ficar ali, até ao fim daquela completa deprimencia. Fechei os olhos, e por fim embati no chão com uma enorme e brutal força que nem o meu corpo aguentou, jamais me voltaria a deixar abrir os olhos. Foi assim que acabou, adormecida para o resto da vida, adormecida para toda a eternidade! Porquê que havia tudo terminado duma maneira tão cruel? Num sítio tão aterrador? Com uma recordação para a eternidade, que nunca voltaria a recordar-me dela? Acabara tudo de uma forma triste, mas havia agora terminado e nada podiam fazer para voltar ao começo. Uma saudade interminável permanecera nos seus olhares, e acima de tudo nos seus corações. Nunca mais ouviram falar de mim, nunca mais estiveram a meu lado, tudo foi passando, até que acabaram por esquecer, mas nos seus corações habitava a dor e a saudade de alguém que lhes era próximo. Adeus, pronunciei eu, lá do alto, até um dia meus amigos, nunca me esquecerei de vocês! E a imagem que aparentava ser a minha face desapareceu por entre as nuvens, para sempre.”

Vodka Morango

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Sombras e Espectros (Parte I)

“Tudo se tornava cinzento, tudo ficava estático, nunca vi uma cidade tão vazia, tão morta. Será que também estarei morta? Fantasmas do passado voltavam a povoar a minha mente, e teimavam em não desaparecer. Cada vez mais vejo todas as coisas a desaparecer, parecia que estava num filme, que tudo desaparece aos poucos. Mas não, não era um filme, muito menos um sonho, era realmente a vida real. Será que tudo desaparecera assim porque o devia ser? Porque merecia ficar sozinha? Não podia ser, não podia ficar envolvida naqueles fantasmas, não podia morrer rodeada no passado! Eu merecia tanto como as outras pessoas ser feliz. Momentos, fotografias, músicas, tudo me vinha à memória. Desatei num choro sem fim, talvez inundaria aqueles fantasmas de raiva. E que iria ser de mim, ali sozinha, sem nada nem ninguém onde me pudesse apoiar para não cair? Onde estavam todos eles? Para onde tinham ido? Andava numa corrida desenfreada à procura de todos, mas nenhuma alma se encontrava naquela cidade escura. Gritei com toda a minha força, gritei até ficar sem voz, até não conseguir mais, mas nem isso foi capaz de me ajudar, até o meu sufocado grito foi em vão, afinal estava mesmo perdida naquele lugar aterrador, completamente sozinha. Sentei-me num canto à espera do impossível, esperei horas afio, mas nada se moveu. Por fim, comecei a ouvir vozes, que me transmitiam um certo medo. Seriam as vozes dos fantasmas do passado que voltavam mais fortes que nunca, pois estava eu ali, vulnerável e incapaz de tentar sequer lutar contra todos eles? As vozes cada vez mais próximas de mim, cada vez as ouvia mais intensas. Percebera então que chamavam por mim, que queriam que as seguisse para um lugar indeterminado. Por fim deparo-me com uma criança, toda ela pálida, toda ela completamente sem vida, mas mesmo assim transbordava uma beleza infinita. Naqueles tons acinzentados, ela continuava a ser a mais bela criança que já vira, apesar da tristeza cravada na sua cara, tinha uns lábios e uns olhos que de todo eram os mais carinhosos. Passado algum tempo de a estar a observar afincadamente, aqueles lábios bem desenhados começaram a mexer-se, num movimento rápido. Quereria ela dizer-me algo, mas aquela tristeza toda não a deixava pronunciar nenhuma palavra? Seria algo de importante? Preferi esperar para saber o que a rapariga me tentava contar com tanta pressa, mas nada saiu. Senti-me de novo perdida. Então, a criança agarrou a minha mão, puxou-me para perto de uma mulher, também ela com uma expressão melancólica e o seu olhar ainda mais triste que o meu. Perguntei-lhe para onde me levava, responderam-me num tom quase inaudível e com um riso sarcástico, que me levavam para o berço da morte, que iria confrontar todos os medos, todas as memórias do passado, todas as más recordações, ia ter de reviver a minha vida toda de novo. Tentei largar a mão da rapariga, mas tais forças não me ajudaram, tentei correr contra o tempo, mas esse já não existia mais ali. Até que por fim havíamos chegado às mortais portas. Concebiam-me um último favor antes de morrer. Demorei a responder, mas por fim soltou-se no meio de tanta solidão uma única palavra, “TU”. Apareces-te, como se de um anjo trata-se. Agarrei-te e permaneci ali imóvel, a chorar, sem forças para proferir quaisquer que fossem as palavras. Desejei que nada fosse verdade, mas parecia que não havia solução, sem serem aquelas derradeiras portas. Ficas-te ali, abraçado a mim, não me largas-te, até que o momento tivera terminado…”



Vodka Morango